
ICMS Ecológico: um motor para a conservação e desenvolvimento de Mato Rico
Mato Rico, cidade de pouco mais de 3,2 mil habitantes na região central do Paraná, tornou-se um exemplo inspirador de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. No primeiro semestre de 2025, o município liderou o Estado no recebimento de recursos do ICMS Ecológico por Biodiversidade, com um total de R$ 7.235.314,62, equivalente a 4% dos R$ 158,2 milhões distribuídos pelo Governo do Paraná. Instituto Água e Terra+1
Por que Mato Rico se destacou?
Essa conquista se deve às suas inúmeras áreas protegidas — 8 Unidades de Conservação (UCs), incluindo Estações Ecológicas Municipais (EEMs) como Cantu, Colombo e Juquiri, que combinam proteção ambiental com pesquisa e educação. Além disso, o município abriga diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Duas delas, Sítio São José e Gamelão, são também destinos de ecoturismo. Instituto Água e Terra
Dentro dos mais de 40.209 hectares de Mato Rico, 1.559,57 hectares são áreas verdes protegidas — o equivalente a aproximadamente 1.600 campos de futebol. Essas áreas abrigam 286 espécies da flora e 257 da fauna, entre as quais 14 espécies de flora e 18 de fauna estão ameaçadas de extinção. Instituto Água e Terra
Como os recursos têm sido usados
A secretária de Meio Ambiente e Turismo, Camila Grande, destaca que o recurso do ICMS Ecológico, que representou 27% do orçamento municipal no ano anterior, é fundamental para a economia local. Os investimentos têm sido direcionados para saúde, educação, infraestrutura e, sobretudo, para ações ambientais. Um exemplo notável: a EEM Colombo foi ampliada de 318 para 859 hectares, fortalecendo sua conectividade com fragmentos florestais próximos e promovendo maior proteção à biodiversidade local. Instituto Água e Terra
Uma gestão ambiental reconhecida
O Instituto Água e Terra (IAT) — responsável pela gestão do ICMS Ecológico no Paraná — elogiou Mato Rico por sua excelente qualidade de conservação, com avaliação média superior a 83%, resultado do comprometimento e da gestão eficiente do município. Instituto Água e Terra
Conclusão
O caso de Mato Rico demonstra como a união entre conhecimento técnico, políticas públicas e conscientização ambiental pode transformar realidades. O ICMS Ecológico não é apenas um recurso financeiro: é também um instrumento de valorização da natureza, fortalecendo a identidade do município e trazendo benefícios sociais, econômicos e ambientais duradouros.
Fonte: https://www.iat.pr.gov.br/Noticia/ICMS-Ecologico-ajuda-transformar-realidade-da-pequena-Mato-Rico